O limite do cartão pode dar a impressão de que existe mais dinheiro disponível do que realmente existe.
Esse é um dos principais cuidados para quem quer usar crédito sem transformar uma ferramenta de pagamento em fonte permanente de dívida.
Limite não é dinheiro
Se o cartão possui R$ 2.000 de limite, isso não significa que o consumidor ganhou R$ 2.000.
É uma linha de crédito.
Uma compra de R$ 500 representa um compromisso que aparecerá na fatura conforme as condições da operação.
Estabeleça um limite pessoal
O limite oferecido pelo banco não precisa ser o limite que você utiliza.
Uma pessoa pode estabelecer internamente um teto de gastos menor, baseado na própria renda e nas despesas mensais.
Acompanhe a fatura durante o mês
Esperar chegar o vencimento para descobrir quanto foi gasto pode dificultar o controle.
Acompanhe:
- compras;
- parcelas futuras;
- valor já comprometido;
- limite restante.
Cuidado com várias parcelas
Uma parcela pequena pode parecer inofensiva.
O problema aparece quando várias parcelas se acumulam.
Imagine:
- R$ 80 de uma compra;
- R$ 100 de outra;
- R$ 70 de uma terceira;
- R$ 150 de uma quarta.
Nenhuma parcela isolada parece enorme, mas juntas representam R$ 400 comprometidos.
Não use o cartão para cobrir continuamente falta de renda
Se o cartão está sendo usado todos os meses para pagar despesas básicas que a renda não consegue cobrir, o problema não está no limite.
É um sinal de que o orçamento precisa ser revisto.
E se a fatura ficar pesada?
Evite simplesmente continuar utilizando o cartão.
Primeiro, organize o valor devido e verifique as condições oferecidas pela instituição.
Quanto mais cedo o problema for identificado, mais possibilidades existem de reorganizar o orçamento.
Conclusão
Usar cartão de crédito sem transformar limite em renda exige acompanhamento constante.
O segredo não está em ter um limite maior, mas em utilizar apenas um valor compatível com a capacidade de pagamento.
